Entre o céu e a terra

De repente chega um aviso,

evocando força e bondade.

O materno e o paterno se unem

para que o velho seja entregue de vez

e a passagem se complete.

 

O coração se perturba e se alegra,

misto de susto e confiança.

Quem sou eu para que tais figuras

venham me visitar?

 

Aqui estão as rosas brancas.

Aqui estou eu e tudo o que sou e tenho.

“Que mandais fazer de mim?”

 

O Evangelho do dia já evocava a oração.

É tudo o que eu preciso,

apesar de nem saber como.

 

Só tenho a agradecer,

mas não consigo deixar de pedir também.

Peço sabedoria.

“Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo”.

E bem conheces meu coração.

 

Mãe, é verdade: eu não entendo tanta coisa!

O caminho viciado atrapalha as novas trilhas,

e aquela que me toma muito me cega.

Eis-me aqui!

 

Ensina-me a lidar com a força que não controlo

e a acolher com prudência o selvagem

que me conduz na travessia,

mas também pode devorar.

(Escrito em 29/10/2019, num sonolento despertar)

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