Viver o suficiente para dizer adeus

Quanto tempo a gente deve viver?

Puxa, que mistério! Quem vai responder isso?

Mas que bom quando é o tempo suficiente para dizer adeus; a-Deus. Para deixar as pessoas com Deus, o verdadeiro sustento, fortaleza, alicerce. Sou grata às pessoas que se foram tendo-me deixado com Deus. Primeiramente o meu pai, caridade em pessoa, justamente quem me ensinou a orar a Prece de Cáritas. E morreu orando-a comigo.

Quem sabe por isso os bons morrem antes, morrem jovens, como dizia Renato Russo? Porque cumprem sua tarefa rapidinho. Seu olhar já nos deixa com Deus. Um encontro com eles é suficiente.

Mas não. É um mistério mesmo. Acabei de lembrar do senhor Laudelino, 101 anos. Com um sorriso, um olhar e um pulinho nos deixou de tal forma com Deus que produziu encantamento a sua profunda beleza. Vontade de voltar para estar com ele, comer seu bolo, tomar seu café, rezar seu terço, disfrutar o máximo que pudemos da sua companhia. Missionário era ele, muito mais que nós. Que visita abençoada! E no aperto de mãos da despedida, entendeu meu coração apaixonado, e o entregou a Deus. Deixou-me com Deus.

(31/12/14

Hoje, 26/06/2017, acrescento o padre Jaime Bonet, fundador da Fraternidade Missionária Verbum Dei, que fez a sua passagem ontem, tendo deixado tantas e tantas pessoas, como eu, com Deus. Certamente recebido com uma festa no céu! “Vinde, bendito de meu Pai, e recebei o Reino…” [Mt 25])

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